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24/05/2007 - ABM

Para Kelson Vieira Senra, pesquisador da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal/Ilpes), "os municípios devem desenvolver projetos comprometendo os três entes federativos e atores da sociedade civil".

As políticas de desenvolvimento territorial, ou seja, aquelas que reúnem todas as iniciativas governamentais para garantir direitos da população, precisam ser articuladas entres os entes da federação de forma descentralizada. Isso poderia melhorar as ações desenvolvidas pela União, estados e municípios é o que defende o pesquisador da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal/Ilpes), Kelson Vieira Senra, durante o Curso sobre Desenvolvimento Local e Regional, na sede da Associação Brasileira de Municípios (ABM), em Brasília.

“Há diversas iniciativas dos governos federal, estaduais e municipais dirigidas ao desenvolvimento regional, territorial ou local, e vários programas que visam o fomento de atividades produtivas e o empreendedorismo que objetivam desenvolver o território. Mas este desenvolvimento depende de políticas de meio ambiente, infra-estrutura, desenvolvimento social e direitos humanos, desenvolvimento social e direitos humanos, temas fundamentais para as regiões mais pobres do Brasil”, explica Senra.

De acordo com o pesquisador, cada ente federativo (União, estados e municípios) deve cumprir seu papel e agir articuladamente entre si para garantir o desenvolvimento das regiões. “Vemos maiores casos de sucesso onde há parcerias entre estados, união e municípios”, afirma.

Kelson Senra conta que a maioria dos municípios não tem recursos financeiros suficientes e participam do desenvolvimento local por meio de consórcios intermunicipais privados, associações de municípios, agências de desenvolvimento, conselhos regionais e consórcios públicos. “Os municípios devem desenvolver projetos com objetivos específicos, comprometendo os três entes federativos e atores da sociedade civil, com resultados de curto, médio e longo prazo. Os municípios devem se perguntar ‘que iniciativas poderão alavancar o desenvolvimento regional da minha cidade e de meus vizinhos?’ Desse modo, passando a pensar localmente e agir regionalmente, chega-se ao desenvolvimento de sua região”, garante o pesquisador.

Fonte: Assessoria de Imprensa da ABM